sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cães policiais

A imagem de dois pastores alemães da Polícia Militar de Minas Gerais sendo velados com honras militares, no último dia 20, ganhou as páginas de jornais e virou destaque na internet. O que todo mundo pensou na hora, com certeza, foi: será que é assim em todo lugar?

No Rio, sim. A Companhia de Cães da PM também trata seus 123 cachorros como verdadeiros soldados de quatro patas. Assim como os homens e mulheres, eles também têm uma rotina de treinamento, horário de trabalho, tempo de serviço e uniformes. E, agora, contarão também com coletes à prova de balas.

— Nós desenvolvemos o colete e a ideia é usá-los na Copa de 2014 — disse o comandante da Companhia de Cães, tenente-coronel Marcelo Nogueira. O colete protege os cães na parte do pescoço e peitoral (barriga e costas). Uma proteção para a cabeça não está descartada, segundo o tenente-coronel Nogueira:
— Estamos vendo ainda se teria como fazer uma espécie de capacete.

De acordo com o oficial, desde que trabalha na companhia — ele entrou em 1996 e, dez anos depois, assumiu o comando da unidade — não houve casos de cães mortos por tiros.
— Já tivemos um cão, o Toby, que ficou cego de um dos olhos por causa de um tiro de fuzil que resvalou nele — contou.

Para evitar outros acidentes do tipo, os cães já contam com óculos de proteção. Difícil é fazê-los parar quietos para colocar o apetrecho. Mas, depois de paramentados, eles parecem esquecer qualquer incômodo.
— Nossos cães estão sempre prontos para o trabalho. É só serem requisitados para agirem — disse o tenente-coronel Nogueira.

Ele lembrou que na última participação da compangia numa operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Jacarezinho, em 29 de abril, foi achada uma tonelada de maconha. Graças ao faro apurado dos soldados de quatro patas.

Para todas as raças
Os coletes caninos são fabricados pela InbraFiltro, de São Paulo. Segundo a empresa, além da PM carioca, polícias de outros estados também mostraram interesse na peça. Além das forças de segurança, o público em geral também poderá comprar o colete.

Ele será confeccionado para todas as raças. O peso da estrutura varia de acordo com o tamanho: pequeno (1,7 kg); médio (1,9 Kg); e grande (2,5 Kg). O tecido usado para fazer os coletes é maleável para não limitar os movimentos do cão.

Barack Obama e homenagens
Além das operações já conhecidas, os cães da PM são também acionados quando há lideranças políticas no Rio. Foujke, uma pastor alemão de 6 anos, foi um dos que não teve folga durante a visita do presidente Barack Obama. Ela participou do pente-fino feito na Cidade de Deus e no Theatro Municipal.

E, na hora em que acaba uma vida dedicada à segurança, os cães policiais também recebem homenagens. Eles são enterrados no campo de treinamento da Companhia.Uma sepultura se destaca das demais: na entrada do quartel está enterrado Desmond Negão, um labrador de 12 anos. Ele trabalhou na busca pela ossada do jornalista Tim Lopes e era querido por todos. O sentimento é resumido na placa colocada em sua cova: "Saudades!"

Conheça mais sobre o canil
TREINAMENTO - É diário. Os cães se especializam em busca de drogas, de explosivos, pessoas (perdidas, mortas ou bandidos em fuga), resgate de reféns, patrulhamento de choque e a apresentações.

ALIMENTAÇÃO - Dieta balanceada. São 200g três vezes ao dia.

RAÇAS - Labradores, pastores alemães, pastores belgas malinois, pastores holandeses, rottweilers e dobermans.

domingo, 19 de junho de 2011

Cachorros abrigados em delegacias de São Paulo

Filó
Li esta notícia e fiquei feliz em saber que o amor aos caninos pode florescer em qualquer lugar. Os cãezinhos citados na reportagem moram em delegacias de polícia. Olha só o que diz a reportagem:

Quem entra apressado na sede do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), no Bom Retiro, na região central de São Paulo, pode passar despercebido por Farinha, a cachorrinha que dorme acomodada em um cobertor rosa em um cantinho da recepção. Como ela, muitos animais encontram em delegacias e batalhões da polícia um abrigo e o carinho que não recebiam nas ruas. 

O 2º Distrito Policial de Santo André, no ABC, é o abrigo de dois vira-latas, um macho e uma fêmea. A cachorra Lilica nasceu na casa antes mesmo desta virar uma delegacia, em 2002, e permanece lá até hoje, segundo os funcionários. Já o cão Lino chegou ao local há quatro anos, acompanhando um rapaz que havia sido preso na ocasião.

Ambos entram e saem da delegacia na hora que lhes convêm e recebem comida e carinho de todos os funcionários, mas são verdadeiros xodós da agente de telecomunicação Marisa Rosa. “Eu cuido mais, dou mais atenção, porque adoro cachorro. Mas todo mundo cuida, todo mundo dá atenção para eles, inclusive o delegado”, conta, sobre o titular do distrito, Oswaldo Fuentes Júnio

Há quase um ano, a vira-lata Carla vive no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, também no ABC. Os policiais dizem que ela pertencia a um catador de papelão que circulava pela região. Depois de um tempo, apareceu sozinha na delegacia e recebeu comida e água. Acabou ficando. Alguns meses depois, trouxe um amigo, um cachorro que ainda não tem nome definido. Os dois circulam pelo pátio da delegacia e recebem carinho de quem passa. Carla toma banho em pet shop, vai ao veterinário e é conhecida por aprontar bastante. 

A delegada Teresa Alves de Mesquita Gurian diz que os cachorros podem ser adotados por famílias, desde que sejam bem tratados. “A delegacia não é lugar para criar animais. A gente deixa aqui porque tem dó. Se aparecer alguém que cuide direitinho, a gente deixaria adotar”, conta.

Legal, não é? - Com trocadilho, por favor! Leiam mais aqui: