sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Filó


A cachorra estava só na dela. Deitada no sofá, ignorava solenemente a família reunida na mesa de jantar. Bocejava de vez em quando e com os olhos semicerrados, deixava o sono modorrento da noitinha tomar conta do corpo. 
No entanto, o cheiro de comida… nossa, que delícia. Levantou ligeiramente a cabeça para avaliar o que acontecia. Caramba, os quatro bípedes da casa estavam realmente devorando um bife! Avaliou a situação e percebeu que não adiantava pedir, iam lhe jogar um pedacinho bem mixuruca ou pior, ração para cachorros! 

Virou o corpo na direção da mesa, se espreguiçou e lentamente caminhou para junto da humana que considerava sua dona. Percebendo que ela segurava um pedaço de carne em uma das mãos e deixara um naco no prato, correu e rápida como um raio, saltou em seu colo, abocanhou inteirinho o filé e saiu lépida para devorar a delícia. Ah, os prazeres de um bom prato! Mas Filó, em sua gula, acabou se esquecendo completamente do “não”, um comando que homens e cães conhecem há mais de dez mil anos, quando começaram a conviver juntos. E lá se foi para o castigo e ainda por cima sem a sua presa. Tudo bem, pensou, cachorros tem a uma grande vantagem, vivem apenas o presente.

***** 
Filó foi invenção da minha filha mais nova quando foi morar sozinha. Um ano depois voltou e tivemos que aprender como conviver com um animal de estimação em um apartamento. A cachorra agora já estava grande e se mostrou muito carinhosa com todos da família. Nunca mais tive um minuto de solidão: basta entrar em casa e lá vem ela dizer que me ama aos pulos, latidos, lambidas e choros. 

Segundo os sites especializados, pelo seu porte pequeno os daschunds ou salsichas são uma excelente opção para quem mora em apartamentos, aprendendo com facilidade os hábitos de higiene. Inteligentes, espertos e brincalhões, são excelentes cães de vigia. Convivem bem com crianças e outros animais, mas não costumam fugir de uma briga, caso sejam provocados. É isso aí! Filó não é uma cachorra bagunceira. Fica sozinha em casa sem reclamar, latir ou destruir móveis. Em compensação, se passar pela frente de uma lata de lixo cheia de comida, não tem perdão, só sossega quando consegue esvaziá-la. 

O seu único e grande medo é o banho semanal! Não sei como, mas a danada sabe que terça-feira é dia de banho e aí, por volta das nove da manhã simplesmente desaparece. Toda a semana é a mesma ladainha. Com a coleira na mão, fico bem quieto para ver se a pego de surpresa. Aí procuro na caminha, no sofá, na poltrona velha e até mesmo dentro de algum guarda-roupas. Checo embaixo das camas, atrás dos armários, da geladeira, do freezer, do fogão e da máquina de lavar. Grito. Ameaço. Imploro. Já sem saber mais o que fazer ofereço comida. Matou! Basta falar em biscoitinho e a sua cabeça peluda surge com a expressão curiosa de um local completamente improvável. Aí fica fácil, coleira nela e rua para o banho. 

***** 
Filó já passou duas temporadas aqui em Nova Friburgo, quando sua mãe, perdão, dona, viajou a trabalho. Estranhou muito o frio e empacou na escada que leva aos quartos. Subia sem problemas mas na hora de descer… Por algum motivo, talvez as patinhas curtas da raça, sentia-se insegura e ficava parada lá no alto, piando e chorando até que alguém a levasse para baixo no colo. Agora imaginem isso, duas, três, dez vezes por dia, inclusive no meio da noite, em pleno mês de julho, quando sair da cama é um sacrifício para qualquer friburguense. 

Pois é, felizmente, depois de alguns dias e algum treinamento, a peluda se acostumou e passou a descer a escada sozinha. Só mesmo parodiando os versos do Poema Enjoadinho do Vinícius de Morais, “cachorros, melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?”… 

Essa mocinha vai passar um ano morando aqui conosco, com escada, frio e todo o sossego da serra. Minha filha vai estudar no exterior e achou conveniente deixar uma lembrancinha de quatro patas. Por mim tudo bem, Filó adora quando eu leio para ela os textos que acabei de escrever. E sem jamais reclamar! 

Texto e foto: Carlos Emerson Junior

sábado, 19 de novembro de 2011

A moda do Cupcake chegou para cachorros: Pupcake

Filó, morra de inveja: veja só estes "cupcakes", ou melhor "pupcakes".

É um luxo festejar o aniversário assim!

Descobri um site que faz o bolinho e combina com uma miniatura da raça do cachorro. Nossa, mais chique ainda. veja só as fotos:


É claro que trouxe para mostrar aqui a miniatura da Filózinha, feita em resina:
Bem feitinha, não é? 
Pra quem se interessar, é só visitar. O nome do site é Pet Wise Market. Clique aqui: Pupcakes Mas, para os desavisados e distraídos, lembro que o preço é em dólar... 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Avião para cães privilegiados

Filó, veja esta novidade: 
Agora existe uma empresa dedicada aos animais para transportá-los com classe. Chega de bagageiros, ambientes comfinados, uivos tristes, sedação para viajar! 

Seus problemas acabaram! Leia no site: Viagem de avião para cães

Que luxo!

Bem enquanto esta moda ainda é para poucos, recomendo a leitura das regras do bom viajante canino: "Dog dicas" para viagens de avião. Ou ainda, as dicas da TAM

De qualquer modo, mesmo com todo luxo, algumas recomendaçoes precisam ser cumpridas e a primeira delas é consultar o veterinário antes de qualquer viagem.

domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

Xô Alergia

Filó, veja esta boa notícia: a Revista Veja (edição 2240) anuncia que está sendo lançado um produto que promete evitar a alergia aos animais domésticos.

Como funciona

1º) Escovar o animal para remover os pelos soltos.
2º) Aplicar o produto na pele do bicho com um pano umedecido.
3º) Reaplicar semanalmente. 

A promessa:
A loção (incolor e inodora) aumenta o peso das partículas, impedindo que flutuem no ar.
Assim, as pessoas alérgicas poderão ter seu animal de estimação sem sofrimento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Vida" - um exemplo de solidariedade canina

Teresópolis tem uma feira de artesanato e roupas montada nos finais de semana na Pracinha do Alto, onde também é feito um trabalho de adoção de cães. Ao chegarem ao local, os organizadores encontraram 12 filhotes abandonados, sendo 8 com aproximadamente 40 dias e 4 deles aparentando apenas horas de nascidos, todos amontoados dentro de uma caixa.


Não se sabia o que fazer nem como dar de mamar aos cachorrinhos: filhotes tão pequenos precisam mamar de duas em duas horas, inclusive à noite.


Foi quando, em dado momento, apareceu uma cadela de rua, castrada e se aproximou dos recém nascidos. Deitou perto da caixinha e começou a tomar conta deles.
Com cuidado, os filhotes foram colocados perto dela, que os acariciava, deixando que se aninhassem. Eles então começaram a mamar e o leite pouco a pouco apareceu. Ela cuida dos bichinhos como se fossem seus filhos.


A cadela, batizada de "Vida", deu um belo exemplo aos humanos.

sábado, 24 de setembro de 2011


Esta foto elegante é dos cachorros de uma amiga do avô humano da Filó.

A Sonia mora lá em Itaipaiva e caprichou no registro da pose dos amigos caninos. Pela ordem, seus nomes são:
Tico é o pequeninho, bem atrás.
Bono é o boxer.
Nani Nanica é a daschund peludinha.

Filó morreu de inveja da classe e nobreza dos caninos!

domingo, 18 de setembro de 2011

A menina e seu cão

Não sei se a história é verdadeira mas ...

Reza a lenda que uma criança de 4 anos nos EUA, após a morte de sua cadelinha pediu que os pais escrevessem esta carta:

Querido Deus
O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está ai no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor deixou ela comigo mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela.Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor saberá logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.
Um abraço, Meredith

A carta foi selada, envelopada juntamente com uma foto do animal, endereçada para Deus e colocada no correio. E, para surpresa de todos, dias após foi recebido um pacote contendo um exemplar do livro "Quando o animal de estimação morre" e com a seguinte carta:

Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao céu. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.
Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça a sua mãe por tê-la ajudado  a escrevê-la e a enviá-la pra mim. Que mãe maravilhosa você tem!! Eu a escolhi especialmente pra você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembro que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor.
Com amor, Deus.
 
Fica o registro, como uma homenagem às crianças e às muitas histórias verdadeiras envolvendo o amor aos animais.
 
 

domingo, 31 de julho de 2011

Sucki é uma linda peluda que mora no Flamengo.

A sua dona me contou que ela pensa que é gente: só falta falar. Sentar no sofá, já aprendeu.A foto é um flagrante do momento especial dedicado ao seu biscoito:


E aqui, Sucki aproveita os momentos de lazer no solzinho de domingo no Aterro do Flamengo:

A bolinha vermelha é seu brinquedo predileto.


Um beijoCÃO, Sucki!

domingo, 24 de julho de 2011

Harry Potter deixou saudades

A saga Harry Potter chegou ao fim. 


E, Filó não poderia deixar de participar, já que sua mãe e sua tia são fanzocas de carteirinha, assistiram todos os filmes na estréia, leram os livros, visitaram o Mundo de Hogwarts em Orlando, choraram, riram e se emocionaram... 


E Filó?


Vejam com seus próprios olhos:







domingo, 17 de julho de 2011

Pingo, o cão de um dono e de todos nós

Filó, você não conheceu o "Pingo".

Foi o "nosso" primeiro cachorro. Só não sabiámos disso. Eu que sempre fui apavorada com bichos, aprendi a conviver com o Pingo, na portaria do meu prédio.

Quando nos mudamos para Copacabana, havia um cachorro preto, aspecto de vira latas (ou em definição politicamente correta, sem raça definida) que, apesar de ter um dono, perambulava pelas ruas do Posto 5 na maior desenvoltura.

A maior parte do tempo ele permanecia na porta do nosso prédio, no seu posto de sentinela na calçada, sentado na área externa da portaria, que naquela época não tinha grades à sua volta como hoje. E as pessoas passavam,  cumprimentavam o porteiro, quem mais estivesse na portaria e acrescentavam:
- Olá Pingo!
- Bom dia Pingo!
Era um cão sério, que raramente pulava e que mantinha um ar de altivez, paz e responsabilidade na guarda da portaria, nem se mexia. À noitinha, retornava ao apartamento do seu dono.

Às vezes, quando caminhávamos na praia, aproveitando o sol da Avenida Atlântica, esbarravamos no amigo canino. E onde passava tinha sempre alguém que o reconhecia:
- Olá Pingo!
- Você por aqui, Pingo?
Um carinho, um agrado...
Ele? nunca latia, parava com um, com outro ou mesmo seguia em sua caminhada diária. Naqueles tempos, cães podiam andar livremente na praia e nas areias, sem causarem espanto.

Um dia seguimos o Pingo: ele ia seguro pelas ruas do Posto 5 em Copacabana. Ao chegar numa esquina, esperou pacientemente que se juntassem várias pessoas e se posisionou - só atravessou quando todos foram juntos. E aprendemos seu segredo e porque nunca foi atropelado. 

Todos os dias, a mesma coisa. E todos já contavam com aquela rotina silenciosa, seus olhos castanhos, brilhantes e amorosos, como um sinal de que tudo estava em paz.

Mas, com o tempo, Pingo foi ficando malhado, seus pelos embranqueceram e sua altivez se modificou. Passou a caminhar menos e quando o fazia, preferia a companhia do seu dono. Numa das ultimas vezes em que o vi, ia carregado no colo para a praia que tanto amava. E, um dia, silenciosamente, Pingo se foi.

Junto com ele, foi um pouquinho de todos nós, que sentimos a falta da sua companhia, cão de um dono, mas cão de todos nós. E, se há um céu dedicado aos cães, tenho certeza de que o Pingo está por lá, numa praia ensolarada, sem carros, com imensa areia branca fresquinha, ondas baixinhas, verdadeiras marolas como ele gostava, onde hoje ele corre, brinca e se esbalda!

Leia mais sobre histórias de cães de muitos donos, aqui.

sábado, 9 de julho de 2011

Este inverno está friiiiio no Rio de Janeiro


A manta era para enfeitar a cadeira, mas com a temperatura baixa neste inverno carioca, Filó deduziu que daria um bom cobertorzinho para sua soneca diária. E não é que funcionou?

A cadeira ficou bagunçada, ganhou um grande "calombo" em sua silhueta, mas... O soninho foi ótimo, quentinho e escurinho, bem ao gosto das cachorrinhas preguiçosas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cães policiais

A imagem de dois pastores alemães da Polícia Militar de Minas Gerais sendo velados com honras militares, no último dia 20, ganhou as páginas de jornais e virou destaque na internet. O que todo mundo pensou na hora, com certeza, foi: será que é assim em todo lugar?

No Rio, sim. A Companhia de Cães da PM também trata seus 123 cachorros como verdadeiros soldados de quatro patas. Assim como os homens e mulheres, eles também têm uma rotina de treinamento, horário de trabalho, tempo de serviço e uniformes. E, agora, contarão também com coletes à prova de balas.

— Nós desenvolvemos o colete e a ideia é usá-los na Copa de 2014 — disse o comandante da Companhia de Cães, tenente-coronel Marcelo Nogueira. O colete protege os cães na parte do pescoço e peitoral (barriga e costas). Uma proteção para a cabeça não está descartada, segundo o tenente-coronel Nogueira:
— Estamos vendo ainda se teria como fazer uma espécie de capacete.

De acordo com o oficial, desde que trabalha na companhia — ele entrou em 1996 e, dez anos depois, assumiu o comando da unidade — não houve casos de cães mortos por tiros.
— Já tivemos um cão, o Toby, que ficou cego de um dos olhos por causa de um tiro de fuzil que resvalou nele — contou.

Para evitar outros acidentes do tipo, os cães já contam com óculos de proteção. Difícil é fazê-los parar quietos para colocar o apetrecho. Mas, depois de paramentados, eles parecem esquecer qualquer incômodo.
— Nossos cães estão sempre prontos para o trabalho. É só serem requisitados para agirem — disse o tenente-coronel Nogueira.

Ele lembrou que na última participação da compangia numa operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Jacarezinho, em 29 de abril, foi achada uma tonelada de maconha. Graças ao faro apurado dos soldados de quatro patas.

Para todas as raças
Os coletes caninos são fabricados pela InbraFiltro, de São Paulo. Segundo a empresa, além da PM carioca, polícias de outros estados também mostraram interesse na peça. Além das forças de segurança, o público em geral também poderá comprar o colete.

Ele será confeccionado para todas as raças. O peso da estrutura varia de acordo com o tamanho: pequeno (1,7 kg); médio (1,9 Kg); e grande (2,5 Kg). O tecido usado para fazer os coletes é maleável para não limitar os movimentos do cão.

Barack Obama e homenagens
Além das operações já conhecidas, os cães da PM são também acionados quando há lideranças políticas no Rio. Foujke, uma pastor alemão de 6 anos, foi um dos que não teve folga durante a visita do presidente Barack Obama. Ela participou do pente-fino feito na Cidade de Deus e no Theatro Municipal.

E, na hora em que acaba uma vida dedicada à segurança, os cães policiais também recebem homenagens. Eles são enterrados no campo de treinamento da Companhia.Uma sepultura se destaca das demais: na entrada do quartel está enterrado Desmond Negão, um labrador de 12 anos. Ele trabalhou na busca pela ossada do jornalista Tim Lopes e era querido por todos. O sentimento é resumido na placa colocada em sua cova: "Saudades!"

Conheça mais sobre o canil
TREINAMENTO - É diário. Os cães se especializam em busca de drogas, de explosivos, pessoas (perdidas, mortas ou bandidos em fuga), resgate de reféns, patrulhamento de choque e a apresentações.

ALIMENTAÇÃO - Dieta balanceada. São 200g três vezes ao dia.

RAÇAS - Labradores, pastores alemães, pastores belgas malinois, pastores holandeses, rottweilers e dobermans.

domingo, 19 de junho de 2011

Cachorros abrigados em delegacias de São Paulo

Filó
Li esta notícia e fiquei feliz em saber que o amor aos caninos pode florescer em qualquer lugar. Os cãezinhos citados na reportagem moram em delegacias de polícia. Olha só o que diz a reportagem:

Quem entra apressado na sede do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), no Bom Retiro, na região central de São Paulo, pode passar despercebido por Farinha, a cachorrinha que dorme acomodada em um cobertor rosa em um cantinho da recepção. Como ela, muitos animais encontram em delegacias e batalhões da polícia um abrigo e o carinho que não recebiam nas ruas. 

O 2º Distrito Policial de Santo André, no ABC, é o abrigo de dois vira-latas, um macho e uma fêmea. A cachorra Lilica nasceu na casa antes mesmo desta virar uma delegacia, em 2002, e permanece lá até hoje, segundo os funcionários. Já o cão Lino chegou ao local há quatro anos, acompanhando um rapaz que havia sido preso na ocasião.

Ambos entram e saem da delegacia na hora que lhes convêm e recebem comida e carinho de todos os funcionários, mas são verdadeiros xodós da agente de telecomunicação Marisa Rosa. “Eu cuido mais, dou mais atenção, porque adoro cachorro. Mas todo mundo cuida, todo mundo dá atenção para eles, inclusive o delegado”, conta, sobre o titular do distrito, Oswaldo Fuentes Júnio

Há quase um ano, a vira-lata Carla vive no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, também no ABC. Os policiais dizem que ela pertencia a um catador de papelão que circulava pela região. Depois de um tempo, apareceu sozinha na delegacia e recebeu comida e água. Acabou ficando. Alguns meses depois, trouxe um amigo, um cachorro que ainda não tem nome definido. Os dois circulam pelo pátio da delegacia e recebem carinho de quem passa. Carla toma banho em pet shop, vai ao veterinário e é conhecida por aprontar bastante. 

A delegada Teresa Alves de Mesquita Gurian diz que os cachorros podem ser adotados por famílias, desde que sejam bem tratados. “A delegacia não é lugar para criar animais. A gente deixa aqui porque tem dó. Se aparecer alguém que cuide direitinho, a gente deixaria adotar”, conta.

Legal, não é? - Com trocadilho, por favor! Leiam mais aqui:

sábado, 21 de maio de 2011

Cão Ozzy

                                     Foto: Junior - Inadaial SC
 
Filó, conheça o Cão Ozzy! 

Sim, este é o seu nome - um cãozinho salsicha, seu primo distante, que mora em Indaial, no interior de Santa Catarina. A paisagem maravilhosa é a Lagoa do Pinhal. 

Imediatamente comparei os dois: 

  • Filó e sua paisagem diária num apartamento em Copacabana: sala, quartos, banheiros, cozinha (um capítulo à parte), área de serviço. Nem precisa descrever o visual que cerca o Cão Ozzy.

  • Tenho minhas dúvidas  se a Filó ficaria tão à vontade no papel de comandante do barco.

  • No quesito "gordurinhas", houve empate técnico: os dois estão um pouquinho (só um pouquinho) acima do peso!





Mas, uma coisa ficou bem clara para mim: os dois animaizinhos podem ser felizes, cada um do seu jeito, cada um em seu habitat.

sábado, 14 de maio de 2011

Pet terapeutas - animais que ajudam a superar doenças



Filó, olha só que lindo:

A pet terapia utiliza animais para que os pacientes internados em hospitais, principalmente as crianças, durante tratamentos longos, tenham nos bichinhos (cães na maioria dos casos) além de conforto, uma forma de desviar o foco do problema. Brincando com os animais, cuidando deles, o paciente esquece os incômodos do tratamento. Ou seja, o animal é um mediador no processo terapêutico.

E outros animais também são utilizados no processo. Os cavalos, por exemplo, podem ajudar pessoas com necessidades especiais na aquisição de coordenação motora, tônus muscular, equilíbrio, entre outras propriedades, sem contar na melhora da auto-estima e da socialização.

Não poderia deixar de lembrar os cães-guias, treinados para serem verdadeiros olhos para cegos e deficientes visuais, proporcionando segurança em sua locomoção,  melhora na sua auto-estima, sem contar os benefícios para sua integração social.

Mas não pára por aqui: tartarugas, coelhos,  peixes de aquário,  podem ter um efeito relaxante e amenizar as conseqüências do estresse.

Agora, vamos lá Filó:


- Deita!
- Rola!
- Dá a patinha!
É, decididamente Filó, você ainda não dá para ser um cão-terapeuta...
Quem sabe um dia...







Fontes:
Pelo próximo
INATAA

domingo, 8 de maio de 2011

Os cachorros estão voltando às ruas de Friburgo

As chuvas passaram, a tragédia vai ficando longe, a cidade se recupera lentamente. E os animais, como ficaram? Muitos foram abandonados, outros ficaram perdidos, ou "foram perdidos" pela enxurrada. 

Friburgo é uma cidade generosa com os animais de rua que são carinhosamente alimentados pelos transeuntes e moradores. Até na avenida Alberto Braune, região central da cidade onde se localizam as lojas de grande movimento, é possível ver vasilhas com água e comida estrategicamente escondidas para os amigos caninos de rua.

Mas, na tragédia, Friburgo ficou entristecida para humanos e animais: vidas se perderam, casas se desmancharam, horizontes ficaram sem rumo. Os cães de rua ficaram desorientados, sem saber a quem recorrer.

E, para alegria de todos, eles vieram, devagarzinho, um a um, sem que ninguém percebesse, de volta aos seus cantinhos conhecidos: Farinha Filho, subida das Braunes, Alberto Braune. Sejam bem vindos amiguinhos:








    E, aproveitando o tema, lembro dos cachorrinhos que estão esperando ser adotados. 

Você já pensou em ter um amigo fiel, irmão camarada e que não te troca por nada? 
Mas, se não quizer adotar, pode ajudar,
comprando a camiseta do Amicão & Amicat  ou 
doando em espécie ou em ração para o Projeto Pelo Próximo.

Fotos: Carlos Emerson Junior

domingo, 17 de abril de 2011

será verdade?

Recebi este e-mail e dei boas risadas.


Razões para ter um cão:
1) Se você quer alguém que coma o que você colocar na frente dele e nunca diga que a sua comida não é tão boa quanto a da sua mãe?
2) Se você quer alguém disposto a sair, qualquer hora, pelo tempo e onde você quiser ir?
3) Se você quer alguém que nunca toque no controle remoto, não se importe com futebol, e que se sente ao seu lado enquanto você assiste a filmes românticos?
4) Se você quer alguém que se contente em chegar em sua cama só para esquentar seus pés e que você poderá expulsar se roncar?
5) Se você quer alguém que nunca critique o que você faz, não se importe se você é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha, que aja como se cada palavra que você diz é especialmente digno de ouvir, e te ame incondicionalmente, perpetuamente..?

MAS,
por outro lado,

- Se você quer alguém que nunca virá quando você chamar, te ignore quando você chega em casa, deixa cabelo em todo o lugar, anda em cima de você, saia a noite toda e só venha para casa para comer e dormir, e aja como se toda sua existência fosse apenas para garantir a sua felicidade...?

 ...então, case-se...?
Não:
adote um gato!


Mas, há controvérsias e adiciono aqui algumas 
 observações de uma avó de cachorro:

Não tenho gatos e não posso julgar, mas conhecendo a Filó, eu faria algumas modificações:

Ítem número 1: Filó não sabe falar. Mas, tenho certeza que se falasse, não deixaria de dar sua opinião. Ela sabe bem escolher o que quer comer... coloque na sua frente um prato de ração e outro com um apetitoso filé! 

Ítem número 2: Filó sai para passear, mas determina bem quando cansou, quer voltar e nem sempre quer ir onde você quer...

Ítem número 3. Ela ama sentar-se ao lado de quem está assistindo um filme na Tv. Mas, experimente comer alguma coisa: aí vem o olhar pedinte e os ganidos. E se bobear, ela senta no controle remoto, baba sobre ele. Mas é verdade: não escolhe o programa (talvez, quem sabe?)

Ítem número 4. Dormir na minha cama? Nem pensar! Isso ela obedece...É esperta e vai procurar o território livre da cama de sua mãe Dê.

Mas, quando li o ítem 5, concordei plenamente - não há o que discutir - ela é capaz de amar incondicionalmente a todos de sua matilha!

domingo, 10 de abril de 2011

Este hotel aceita cães


Viajando com seu cão, um senhor chegou a um hotel e perguntou se aceitava animais. 

O gerente respondeu: 
- Nunca tivemos casos de cães que roubassem. Nunca precisamos chamar a polícia para expulsar um cão desordeiro.  Nunca tivemos um cão que  colocasse fogo fogo na cama por adormecer fumando.

- Aceitaremos seu cão com prazer. 
E se ele se responsabilizar, o senhor pode vir também! 

domingo, 3 de abril de 2011

Esta foto não é da Filó - mas... poderia ser


Eu vi esta foto na internet e, é claro, imediatamente me lembrei da nossa querida pretinha. 

Filó não é uma cachorra bagunceira. Pode ficar em casa sozinha e não reclama, não late, não fica roendo móveis, desde pequenina. Ela gosta de roer seus brinquedos de pano, sua caminha, mas em geral se limita aos seus pertences. Na verdade, na maioria das vezes, quando está só, ela dorme, anda pela casa e fica muuuito feliz quando a turma retorna, em especial se for a Dê, sua humana  mamãe querida.

Mas, é claro que por ser uma cachorra, tem reações muito típicas: adora "cavucar" uma lata de lixo. E, se for o lixo do banheiro, passa a ser seu prato predileto. O problema é que ela sai esparramando o papel pela casa, na maior animação. E depois, quando sua arte é notada, fica com essa mesma cara da sua irmã virtual da foto: sonsa, humilde, com um toque de melancolia, para que você fique com pena e não brigue com ela. Espertinha, não é?

domingo, 13 de março de 2011

Focinhos molhados



Em 2007, eu li um texto sobre os cães e as crianças alérgicas. Achei muito interessante pois enfocava não apenas a visão do alergista, que certamente relaciona os animais com a presença de ácaros, os vilões da alergia, que habitam com mais frequência os lares onde existem cães. 


Mas, o que eu gostei mais neste texto foi a ênfase dada ao bem estar que estas criaturinhas podem trazer às crianças, o que termina por se refletir em benefícios para o desenvolvimento e, por que não dizer, até para a saúde infantil.


Publiquei na época no Blog da Alergia. É só clicar no link para ler o texto.