sábado, 30 de maio de 2009

Filó - por Carlos Emerson Junior



Filó foi ideia de minha filha mais nova, quando foi morar sozinha. Inicialmente teve o falecido Lulu, que com problemas renais congênitos, não durou mais do que 5 meses, coitado.


Depois dessa traumática experiência, pensamos que o assunto estivesse encerrado. Que nada, a menina é igual ao brasileiro do Lula, não desiste nunca. E apareceu com mais um daschund, desta vez preto e muito medroso.


Cachorro medroso é um porre: late para tudo e corre para procurar proteção atrás de você. Ou embaixo de sua cama. Ou até mesmo, dentro do seu guarda-roupas....


Aliás, Filó é fêmea e aí descobri que elas também menstruam, com a agravante do ciclo durar cerca de um mês e a cachorra não aceitar de jeito algum usar qualquer tipo de calça descartável ou coisa do gênero. Resultado: poltronas, sofás, camas e cadeiras tem que ficar protegidos e gotinhas de sangue pelo piso todo.... é dose.


Mas tem suas compensações. Você chega em casa, cansado e/ou aborrecido e lá vem ela demonstrar sua alegria e amizade, aos pulos, latidos e choros. Nunca mais usamos despertador, já que às seis e trinta, infalivelmente, Filó adentra pelos quartos para acordar todo mundo.


E na hora das refeições ? É a primeira a chegar e, claro, a última a sair, não sem antes se equilibrar em pé sobre as patas traseiras para ver se realmente não tem mais nenhuma comida na mesa. E olha que ela só ganha uns miolinhos de pão e, de vez em quando, uns pedacinhos de frango. Comida de cachorro é ração! Mas acho que para ela o importante é a reunião da família e a esperança de sobrar alguma coisa mais apetitosa, sei lá.


Enfim... sempre falo que quem tem Filó em casa nunca fica só ou entendiado. Sair com a cachorra para passear significa conversar com diversos donos de outros cachorros. A maior social!


Fica aí a foto da Filomena, feita lá no Rio de Janeiro, onde ela mora, na semana passada. E confesso que aqui na serra é que sinto como ela faz falta.


Um bom final de semana para todos os amigos!




Foto: Carlos Emerson Junior

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2008




A festa de natal foi muito bonita e a Filó se comportou muito bem: brincou com todo mundo. Bem, menos com a Tuta, com quem ela implica.


Ficou muito bonita com sua roupa de Natal. E na hora da distribuição dos presentes latiu muito. Ganhou um lindo brinquedo e ao final, desmaiou de tão cansada.


Publicarei algumas fotos assim que estiverem comigo.


Boas Festas!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Saudades



Denise viajou para os EUA por 10 dias e Filó ficou conosco. estranhou muito no início mas depois foi gostando da mordomia - ficamos no Rio especialmente para cuidar dela.


Ficou carinhosa, aninhada ao nosso lado. Adorou sair para passear, mesmo nos dias em que voltamos correndo por causa da chuva.


domingo, 21 de setembro de 2008

Boa vida, heim, Filó?



Estamos em Nova Friburgo, cidade serrana próxima ao Rio de Janeiro e aqui está muito frio, com temperaturas mantidas abaixo de 10º.
















Aqui são numerosos os cães de rua, vira latas, perambulando pelas ruas e à mercê das condições do tempo.


Ainda bem que existem muitas pessoas que ajudam, protegem e alimentam estes animaizinhos.


E olhando para eles, não pude deixar de pensar na Filó, sempre mimada e protegida por todos da casa. Com muito menos frio, mas com muito mais carinho...




Não seria bom se todos os cães tivessem o mesmo carinho?
Quem sabe, um dia...
Sorte sua, Filó...

domingo, 10 de agosto de 2008

Minha coleira nova

Denise viajou e Filó ficou conosco por 10 dias. 
No início estranhou, mas pouco a pouco se adaptou à nova rotina.
Ontem, saímos para passear, mas ela não parecia animada para sair de casa
.



De coleira nova, vermelha, segundo a última moda - confortável e segura - mas, acho que preferia ficar em em casa.
E se aconchegou no sofá...








Ninguém conseguia tirá-la!











Mas no final, depois de muito esforço, saiu toda animada, rebolando seu bum bum preto, roliço e gordinho.Mas, após a habitual parada para o cocô, caiu a maior chuva e tivemos que voltar.



domingo, 6 de julho de 2008

Este texto tirei do Blog do vovô CEJunior


Pois é... segundo os cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos States, eu tenho em casa a cadela mais feroz do mundo, muito pior do que o Pitt Bull, Rottweiler, Doberman e outros menos votados. E a coisa é séria (eu acho...): um de cada cinco daschunds (a raça do salsicha) já atacou ou tentou atacar estranhos e um a cada 12 já encarou o próprio dono!!!

Um cão assassino, sem sombra de dúvida. E, por via das dúvidas, já pedi para minha filha providenciar focinheiras e placas com aquele aviso: "Cão Feroz: Não Entre".

Aliás, pela pose da Filó na foto vocês podem constatar sua ferocidade!!


Fonte: Portal G1
Foto: Carlos Emerson Jr.

Visite o Blog do Cejunior

domingo, 1 de junho de 2008

Filó está menstruada

É sempre uma surpresa!

Como os ciclos demoram muito, a gente esquece. Mas, de repente, não mais do que de repente, ela fica “molinha”, meio “caidinha” (tá bom, passa logo) e surge o primeiro pingo no chão. E outro, e mais outro...

E começa também a história de sempre. Denise coloca a calcinha nela, ela fica amuada, quieta, nem consegue se mover. Aí, some, se esconde e minutos após, aparece, feliz,saltitante, tremulando o rabinho em velocidade quase supersônica para anunciar que tirou tudo!

Mas nem precisa avisar: as gotinhas de sangue no chão denunciam...

Morremos de inveja das cadelinhas que desfilam na Praia de Copacabana: são vestidinhos, lacinhos, sapatinhos, em modelos perfeitas, orgulhosas de sua elegância.

E Filó?
Ah!... Filó... basta colocar uma roupa ou um laço que seja para que ela fique agoniada. Primeiro se sacode e depois fica imobilizada. Não anda, não se mexe, concorrendo com as estátuas vivas que volta e meia aparecem em Copacabana.

Desde pequenina sempre foi assim: a gente trazia uma roupinha toda catita e acabávamos tirando pois sua imobilidade era tão grande que dáva pena! Com o passar do tempo, foi crescendo e aprendendo que podia tirar a roupa sozinha, sem grande esforço.

Daí pra frente, ficou impossível vestir Filó. No carnaval, no desfile do BloCão, era a única sem fantasia... Nem ao menos para comemorar as vitórias do Flamengo, time da Dê, ela aceita a camiseta rubronegra.

Já sabemos que será assim e nos preparamos todos para o périplo, num rodízio digno de uma corrida de revezamento: sempre que cada um de nós a vê sem calcinha, torna a colocá-la. Mesmo assim,a casa se modifica, com móveis cobertos e pano molhado sempre à mão.

Obrigada, Filó: com você ninguém morre de tédio!

sábado, 24 de maio de 2008

O amigo Joca


Quero apresentar para vocês meu amigo Joca, lá do Sul, mais precisamente de Porto Alegre, do Estado do Rio Grande do Sul.

Gaúcho legítimo, pícaro e que "vai aos pés" sempre no lugar certo!


Bem-vindo,
João Carlos Baddo Grande,
ao Blog da Filó!



domingo, 11 de maio de 2008

Filó está com micose!

De repente, não mais do que de repente...

Primeiro, foi a cor do seu pêlo que começou a mudar. Uma coisa leve, discreta, que não dava para explicar, mas que de alguma forma estava diferente. Depois, vieram as “pipoquinhas” em sua pele: uma aqui, outra ali. E a veterinária confirmou: era micose! Junto com o diagnóstico vieram os remédios, shampoo especial, banhos , etc. Mas o pior foi o comprimido que veio com a indicação de ser tomado diariamente por vários dias.
Todos achamos que ia ser moleza. Filó não pode ouvir nenhum barulhinho que possa lembrar algum tipo de alimento e em segundos, como um raio, já está ao seu lado, com olhar pidão (às vezes mais do que um olhar) querendo provar, seja o que for.
Mas na hora do remédio, quem disse? Inteiro? Era cuspir na certa...




Misturado como miolo de pão? Parecia que ia dar certo, mas nada feito! Ela conseguiu a proeza de engolir o miolo e cuspir o remédio!
Denise, pacientemente tentou de tudo até descobrir que misturado num determinado tipo de ração pastosa ou com banana, ela conseguiu engolir... E, passados 3 dias, já se nota a melhora: sua penugem está recuperando o brilho e a cor, “negra como as asas da graúna”!
Não sei se foram tiradas fotos...
Mas, aproveito o dia de hoje para mandar um beijo especial para Denise, que soube ser mãe no momento que Filó precisou dela. No momento em que a inocência animal da Filó nem sabia que precisava de ajuda.
Tenho certeza que hoje, Filó dedicará uma lambida especial para a Dê!
Feliz dia das mães !

sábado, 3 de maio de 2008

Viajando para Nova Friburgo







Em sua primeira viagem para Friburgo, Filó se comportou muito bem. Correu, cheirou, pegou muuuitos bichinhos, brincou. O melhor de tudo foi ficar na varanda observando o movimento do condomínio.

Subir escadas, por exemplo, foi fácil de aprender. Mas descer...
Aí tudo mudava de figura: postava-se no alto, piava, gemia, ensaiava, e nada!
Mas. ao conseguir descer, logo se esquecia. Subia novamente, animada, aos saltos.



Na hora de descer, começava outra vez: gemia, piava...


No final, já estava íntima da casa: parecia a dona!
Parece que gostou da experiência: passeou na rua e na praça, correu atrás dos insetos e descobriu muitas novidades.


Ao final, voltou para o Rio com a Denise e com a Deni, cansada e feliz.

sábado, 26 de abril de 2008

Acordando, quando na verdade queria mesmo era continuar dormindo

Aprendi uma coisa: não dê bola para seus protestos e ela sossega rapidinho.


Hoje Filó me acordou pontualmente às 6 horas da manhã. O problema é que eu havia dormido às 2:30, mas isso seu relógio canino não computa.
Não reclamei, pois até me interessava acordar cedo (bem, nem tanto) mas como estava sem a menor vontade de levantar, demorei para responder e para finalmente conseguir abrir os olhos - primeira dificuldade já que os meus sonhos teimavam em me abandonar.
Vencida esta primeira etapa, comecei a operação acordar o corpo. Não que a mente já estivesse totalmente desperta, mas certamente melhor do que o resto do meu corpo.

Aí me lembrei de um disco - sim, senhores, disco, long play ou LP(!) que ouvira em criança (há muuuito tempo atrás) que tinha função de relaxamento. Na época, achei muito chato, mas de alguma forma me impressionou, tanto que lembro até hoje.

Uma música tocava ao fundo, se não me engano, "Noturno" de Chopin. Ao mesmo tempo, uma voz soturna dizia: vamos começar relaxando as mãos... música... e a voz continuava: pense que seus braços estão soltos, muito leves, música...tranquilos, música... flutuando, música...relaxe mais, música... relaxe mais, música... E assim ficava , repetindo, repetindo, minutos seguidos que me pareciam horas. E passava então às mãos, ombros, pés, enfim, uma eternidade!
Por que me lembrei deste disco?

Porque eu me sentia ao contrário: acordem braços, acordem mãos, acordem pernas...

E ao invés de Chopin, era Filó quem me estimulava, chamando, ganindo baixinho e pulando em volta da cama. A sua energia já me cansava!
Levantei finalmente e ela resolveu ter um ataque de carinho explícito, como de hábito. Eu estava acordada, mas nem tanto, é claro! Nem consegui reagir.
Aí percebi: ela foi ficando calminha, calminha, se aninhou comigo, sentamos juntas no sofá da sala e, desabamos: dormimos bons e longos minutos juntas.
Acordei renovada, ainda a tempo para meus compromissos e para receber seus carinhos e retribuir "cão"dignamente.
Então é assim?
Não dê bola, que ela fica tranquilinha?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Minha amiga Bebel

OU...



"Nunca te vi, sempre te amei"...





Eu fiquei no Rio de Janeiro no feriadão, com a Denise.
Enquanto isso, em Friburgo, mesmo que digam que não sentem minha falta, fotografaram a Bebel, cachorrinha do vizinho!
Dizem que ela é parecida comigo.
Eu, particularmente acho que sou mais bonita!
O que vocês acham?

domingo, 6 de abril de 2008

A viagem da mamãe

Denise viajou e Filó está sentindo sua falta.



Não posso dizer que está se comportando mal.
Muito pelo contrário, está tranquila, amorosa. No entanto, mais do que nunca está muito atenta aos barulhos próximos à porta de entrada do apartamento. Ao menor sinal de ruído, late, late muuuito e bem alto.
A impressão que dá é que ela sabe que não é a sua dona chegando, mas quem sabe? Como se diz, a esperança é a ultima que morre.
Resolvi que ia arrumar o quarto da Denise pois estava uma bagunça. Ela ficou o tempo todo comigo, cheirou tudo. Haviam muitas roupas jogadas no cabideiro, na mesa, enfim... Resolvi ganhar tempo, juntá-las todas e deixar no quarto de serviço até que pudesse separar devidamente o que era para lavar, o que bastava passar, etc.
Voltei para o quarto e retomei o trabalho. Nem sabia por onde começar! Era um monte de papel, notas fiscais velhíssimas, restos de comida, muitas caixinhas de remédios (vazias), etc. Perdi a noção do tempo, mas em um determinado momento notei a falta da Filó.
Como sempre falo, cachorro é igual criança, quando some ou fica muito quieto, cuidado, está aprontando! Fui procurar e onde ela estava? Quietinha, cheirando (e bagunçando) os sacos onde eu havia deixado as roupas da Dê.
Perdoei, não é?


Afinal, acho que ela estava matando saudades...


No final, tirei esta foto, que é especial para Denise. Pena que não ficou muito boa e não dê pra ler. Na almofada vermelha que comportadamente a Filó não empurrou e posou como uma "top model", está escrito:

"Amo você"



quinta-feira, 27 de março de 2008

Momentos de Genialidade Canina


Maria Filomena, num momento perdida dentro do próprio lençol. 


E dizem que a vida de um cachorro não tem emoções fortes...


domingo, 16 de março de 2008

Minhas primeiras fotos

Maria Filomena chegou em sua nova casa no dia 25 de Maio de 2006, dentro de uma caixinha, ainda assustada com todo o movimento ao seu redor.
Ganhou logo o apelido de Filó.



E era tudo novo!
Sua mãe era muito carinhosa e cuidadosa, mas... ensinou tudo errado!
Ela, como boa aluna, aprendeu rapidinho e até hoje adora subir em camas e dormir no aconchego.


Aprendeu a comer sua ração, mas não resistia a fazer um olhar pedinte quando alguém
comia perto dela.


Bem vinda, Filó!

Primeiro encontro

Nosso primeiro contato foi bem complicado...



cacgorrinho

Você latia, bem alto, com uma força desproporcional ao seu tamanho e idade (era apenas um bebê), compatível com seu medo.

Eu, humana, técnicamente racional, adulta, mas, criada e condicionada para rejeitar qualquer animal de quatro patas, me escondia atrás da porta!

Ninguém diria que um dia iriamos nos entender!