Filó, eu vi estes vídeos e me lembrei de você, querendo acompanhar o ritmo da casa, como por exemplo em dias de festa e caindo de sono... Pois você não está só: veja alguns amiguinhos nessa mesma situação:
E este aqui, é mais fofo ainda, brigando para não dormir:
sábado, 27 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Faith - um exemplo de superação
Este Cachorrinho nasceu em 2002, na véspera de Natal, apenas com as duas pernas traseiras e, é claro, não conseguia andar. A sua mãe o rejeitou. O seu primeiro dono também pensou que ele jamais conseguiria andar. Mas, felizmente foi adotado por Jude Stringfellow, que decidiu ensiná-lo a andar. Chamou-lhe “Faith”, que significa “Fé” em inglês.
Inicialmente colocou-o numa prancha de skate, para que ele sentisse o movimento, usando manteiga de amendoim como recompensa para que ele aprendesse a se levantar e saltar com duas pernas. E, aos 6 meses ele já havia aprendido a se equilibrar nas pernas traseiras e a saltar para a frente. Passou então a "caminhar" como um ser humano.
Onde quer que ele vá, atrai sobre si todas as atenções. Já foi citado em programas de TV, em jornais, e sua dona pretende publicar um livro intitulado "Com um pouco de Fé", transmitindo uma mensagem de otimismo, fé e superação.
Vejam outras fotos de Faith:
Inicialmente colocou-o numa prancha de skate, para que ele sentisse o movimento, usando manteiga de amendoim como recompensa para que ele aprendesse a se levantar e saltar com duas pernas. E, aos 6 meses ele já havia aprendido a se equilibrar nas pernas traseiras e a saltar para a frente. Passou então a "caminhar" como um ser humano.
Onde quer que ele vá, atrai sobre si todas as atenções. Já foi citado em programas de TV, em jornais, e sua dona pretende publicar um livro intitulado "Com um pouco de Fé", transmitindo uma mensagem de otimismo, fé e superação.
Vejam outras fotos de Faith:
sábado, 6 de novembro de 2010
A pátria amada dos cães
Foto: Chaval Brasil/Flickr.com
Cachorro sem dono não vê a hora de setembro chegar. Trata logo de se enfiar no meio da festa. Quer participar, embora não tenha nem vaga noção do que está acontecendo. Lá vai ele, língua de fora como olho adicional para não perder nem uma cena, rabo agitado inventando o ar. Não faz mal se leva um pisão, se atrapalha, se é tocado dali trinta vezes. É espectador dos mais animados. Se for mais dado, quase toma parte na fanfarra. Vira representante da família real, amigo chegado de Dom Pedro I.
No interior, onde o cerimonial é mais camarada, cachorros se misturam às comitivas, lado a lado com os personagens principais. Vão saltando felizes, complementando a coreografia dos desfilantes. Ora se interessam por uma caca na sarjeta, ora farejam um cheiro diferente e deixam a marcha por um instante. Mas logo retomam seus postos. A despeito da eventual fome ou de uma persistente sarna, está sempre tudo bem com eles. Depois dizem que cachorro não dá risada.
Tem os tímidos, claro. Os que sofrem com a agitação, curvam a traseira e buscam refúgio em qualquer beco ou margem plácida, bem longe das bandeiras verde-louras. Brado retumbante não é com eles. Esses, porém, são minoria.
Cachorro é bicho que não sofre de mau humor. Ao contrário de gato, que se dá o direito de acordar, vez por outra, de bode. Gato faz cara de saco cheio quando alguém o incomoda em sua soneca, cachorro não. Cachorro quase sempre topa uma brincadeira. Já gato, nem tanto. Gato é capaz de demonstrar desprezo por seres vivos e objetos. Cachorro gosta de tudo e todo mundo. Gato se lambe. Cachorro baba. Gato é companhia para o cinema. Cachorro, para a novela. Cachorro é funcionário-padrão. Gato faz greve.
Vê lá se gato assiste desfile de 7 de setembro. Quando muito, o faz de alguma varanda ou telhado. Acima de tudo e de todos. Limita-se a observar a parada, achando aquilo uma grande patacoada.
Cachorro é o melhor amigo do Homem. Gato, se falasse, seria aquele amigo que diz o que a gente não quer, mas precisa, ouvir.
Gatos já proclamaram a sua independência. Cachorros, dependentes por natureza, quem sabe, um dia darão seu próprio grito.
…
[Nota: amo cães. Que não se pense o contrário.]
A autora deste texto é Silmara Franco
Visitem seu blog Fio da Meada e leiam outros dos seus deliciosos textos.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Que mochila confortável ...
A mochila não era para ela, mas a Filó não quiz saber. Vejam só a expressão folgada de quem ocupou seu espaço e está bem satisfeita com sua conquista...
Espaçosa!!!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Alérgicos e cachorros – uma parceria a ser compreendida
Há muita controvérsia neste tema e não é nossa intenção ditar regras. Nem toda pessoa que tem asma ou rinite tem também alergia aos cães. Cada caso é um caso e cada pessoa é única, sendo impossível emitir um parecer que sirva igualmente para todos.
Este tema surgiu a partir de um estudo publicado na Revista de Pediatria em Outubro de 2010, mostrando que ter um cão em casa diminui o risco de as crianças com antecedentes familiares de alergias desenvolverem eczema. O mesmo não se verifica se o animal de estimação for um gato. Neste caso, os riscos aumentam significativamente. O estudo foi realizado na Universidade de Cincinnati e publicado no Journal of Pediatrics. (http://www.jpeds.com/webfiles/images/journals/ympd/PR-Epstein.pdf)
A polêmica já havia se instalado a partir da teoria da higiene, que teve seu auge na década passada e que defende a tese de que o aumento da prevalência da alergia nos últimos anos pode ser atribuído ao excesso de higiene no mundo moderno, incluindo o menor contato de crianças e adultos com animais e com a natureza.
Então, vamos aos fatos:
1) Pontos a favor para a presença de um cão em sua casa
- Algumas raças de cães são excelentes companhias para crianças e adultos (em especial idosos).
- Cães necessitam sair pelo menos duas vezes ao dia, estimulando assim a vida ao ar livre e as caminhadas.
- Donos de cães tendem a interagir, ou seja, a presença do cão pode contribuir para combater a timidez e melhorar o contato social.
- Cães têm a capacidade de amar, o que pode ser uma grande aquisição tanto para crianças como para adultos.
2) Desvantagens de ter um cão:
- Cerca de 30% de portadores de asma e rinite alérgica podem ter crises desencadeadas pelo contato com cães.
- A presença do animal de estimação pode contribuir para aumento de ácaros na residência, já que seu alimento preferido é a descamação da pele, além das partículas que podem se tornar alergênicas (ou seja, provocadoras de alergia).
- Algumas pessoas são alérgicas ao pelo dos cães e pioram sua alergia ao contato com o animal.
3) E o que fazer se você já tem um cão?
Alguns cuidados são essenciais para a convivência saudável com estes animais:
- Se você mora em uma casa, acostume seu cão a ficar fora de casa. Num apartamento, é possível treinar o animal para que circule preferentemente fora da área social. Uma opção é colocar uma porta (vendida em lojas pet) para limitar seu acesso.
- Não deixe que o cão suba em estofados e camas. Escolha uma cadeira que seja liberada para o cão e ensine a ele
- Não permita que o cão suba e durma em sua cama.
- Arejar a casa e intensificar os cuidados com a limpeza da casa: limpe diariamente com pano úmido, evitando vassouras e espanadores.
- Retire tapetes, carpetes, objetos que acumulem pó para facilitar a limpeza.
- Escove o animal periodicamente, mas tenha o cuidado de fazê-lo fora de casa. O cão deve ser banhado semanalmente.
Mas, se você tem alergia comprovada ao animal, considere seriamente a possibilidade de conseguir um novo lar para seu cão. E, caso tome a decisão de se desfazer dele, saiba que as partículas provocadoras da alergia permanecem no ambiente por cerca de 1 ano.
E uma ultima polêmica: não há provas evidentes que animais de pelo curto provoquem menos alergia do que aqueles de pelo longo.
E agora?
Analise, reflita.
A decisão é sua...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
1 X 0 para os cachorros!
Filó, olha só a notícia legal que eu li hoje:
A pesquisa consistiu na recolha de dados referentes a 636 crianças que fazem parte de um estudo sobre o ar e a poluição, inquérito esse que tem como objectivo examinar os efeitos de variáveis ambientais na respiração e desenvolvimento de alergias em crianças.
Ou seja:
Ter um cão produz benefícios
e
ainda por cima,
pode ajudar a reduzir alergias!
Clique aqui, leia o texto na íntegra e acredite se quizer...
Comemore, Filó !!!
domingo, 26 de setembro de 2010
A comida é minha meta!
Algumas pessoas viajam e voltam com a mala cheia de bobagens compradas no calor da viagem e na empolgação das férias. Quem nunca teve uma camiseta (ou uma quinquilharia) com a inscrição: Estive em... e lembrei-me de você. Na feirinha da nossa querida Friburgo, não faltam lembrancinhas com estes dizeres.
Pois, Filó eu vi este gif animado e lembrei-me de você.
E o que mais me chamou a atenção foi a semelhança dos olhos brilhando (e dizem que cachorros não têm expressão) e os rabinhos abanando. No seu caso, tudo fica mais evidente quando o assunto é...
C O M I D A !
Filó não entende ordens, não aprende nada, nem coisas mínimas, como sentar e rolar. Mas, se a comida está em jogo, sua inteligência brilha mais do que seus olhinhos. No outro dia, estávamos nos deliciando com um suco fresquinho de melancia, que por sinal ela adora, mas não encontrávamos seu pratinho. E perguntamos alto:
- Onde está o pratinho da Filó?
Ela imediatamente se animou, puxou o vô e conseguiu mostrar que o pratinho que procurávamos estava embaixo da estante.
É ou não é uma cahorra prodígio?
Como diz sua mãe Dê:
" a cachorrinha mais inteligente da face da terra!"
domingo, 19 de setembro de 2010
Fotos recentes da Filó
Passeio na 5 de Julho em Copacabana numa tarde de sol:
E esta foi tirada no exato momento em que Filó tentava escrever em seu blog. Mas, por uma questão de alcance de suas patas, desistiu e transferiu esta incumbência para mim.
Fotos: vovô CEJunior
domingo, 12 de setembro de 2010
Cães e pets sofrem com tempo seco
Como hoje eu estava sem nenhuma inspiração para escrever, resolvi reproduzir este testo, bastante oportuno, do site R 7:
A baixa umidade do ar, que colocou em alerta 136 cidades brasileiras e foi recorde em São Paulo nesta sexta-feira (27) - chegando a 12% -, também causa desconforto nos animais e, muitas vezes, afeta a saúde dos pets. O problema é que, presos em casas ou em apartamentos, eles não conseguem, sozinhos, evitar as consequências do tempo seco em suas vidas. Dependem de seus donos, por exemplo, para ter água disponível sempre que estiverem com sede ou com vontade de tomar um bom banho.
Alguns sintomas apresentados pelos animais nessa situação são bastante parecidos com os desenvolvidos pelos humanos, explica a professora Mirela Tinucci Costa, da faculdade de medicina veterinária da Unesp (campus de Jaboticabal).
- Os cães e os gatos, principalmente, podem apresentar irritação e coceira nos olhos, boca seca, dificuldade para respirar e desidratação. Aves ficam desidratadas muito rapidamente, porque são pequenas. Quanto menor o bicho, mais rápido é o processo de desidratação. É comum também aumentar a incidência de doenças virais, disseminadas por inalação. Algumas, como a cinomose, são extremamente graves. Por isso, é importante manter a vacinação do pet em dia.
Se perceber que os olhos de sua mascote andam irritados ou ressecados, uma boa dica é lavá-los com água filtrada ou soro fisiológico. O mesmo vale para molhar a ponta do nariz, ensina Alexandre Sato, diretor da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária.
- Sangramentos nasais são comuns durante a seca, e o risco de bronquite e de pneumonia também cresce entre a população animal.
Segundo a especialista da Unesp, animais idosos ou com a saúde debilitada pedem atenção redobrada. O mesmo vale para espécies que costumam passar parte do dia na água, como tartarugas e cágados. Para todos, o principal risco é a desidratação, que, em níveis acentuados, causa doenças graves, problemas no rim e morte.
- Conforme o organismo se desidrata, o sangue fica mais viscoso. Com o passar do tempo, o coração começa a ter dificuldade para bombear, e surgem problemas de irrigação de tecidos do corpo. Por fim, ocorre a coagulação desse sangue nos vasos de menor calibre. É a morte iminente.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
7 de Setembro
Um dia da pátria |
E não é que Dona Fafá e Dona Filó se recusaram a fazer uma pose qualquer para o Blog ? Mas não faz mal, o importante é que nós três desejamos a todos os leitores e amigos um ótimo Dia da Pátria, seja lá o que isso signifique.
Lembro que o Brasil vai ter sempre o tamanho de seus cidadãos e o nosso crescimento como pessoas educadas, responsáveis e conscientes é fundamental para o desenvolvimento de nosso país.
Lembro que o Brasil vai ter sempre o tamanho de seus cidadãos e o nosso crescimento como pessoas educadas, responsáveis e conscientes é fundamental para o desenvolvimento de nosso país.
No final, concordo com as duas: mostrar a cara sorrindo é coisa de político atrás de votos ou justificando seus desmandos nos jornais e televisão. Quem realmente faz, não precisa aparecer. E nem gosta!
Foto: Carlos Emerson Jr. - vulgarmente conhecido como vovô da Filó!
(Praia de Copacabana)
sábado, 4 de setembro de 2010
Fuga hilária!
Este vídeo eu vi no Twitter do amigo da Filó: Pacheco Pafúncio
Recomendo a todos: gargalhadas fazem bem ao espírito.
Um bom feriado para todos!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Se um cachorro fosse seu professor, ele te ensinaria que...
*Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
*Nunca perca uma oportunidade de ir passear.
*Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
*Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
*Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
*Corra, pule e brinque todos os dias.
*Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
*Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
*Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
*Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
*Não importa quantas vezes o outro te magoa,não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
*Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
*Se alimente com gosto e entusiasmo.
*Coma só o suficiente.
*Seja leal.
*Nunca pretenda ser o que você não é.
E o mais importante de tudo....
*Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.
E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!
NOTA:
Desconheço o autor deste texto.
Tomei a liberdade de fazer minhas as suas palavras.
sábado, 21 de agosto de 2010
Cadelinha esperta ... e amorosa!
Mais uma história bacana envolvendo o amor do cão pelo seu dono.
Desta vez, a heroína foi uma cadelinha chamada Missy, que é parente da Filó, pois também pertence à raça dachshund. Seu dono, um americano morador de Salem havia sofrido uma cirurgia complexa do coração e desmaiou num momento em que se encontrava sózinho em sua casa. Instintivamente, a cadelinha, que já é uma idosa 11 anos foi atrás de socorro, correndo até a casa de um vizinho, que achou estranha sua presença, já que ela só saía de casa acompanhada de Charlie.
Missy não desistiu até que o vizinho mostrasse que estava disposto a segui-la até a casa de Charlie. E ao chegar lá, o encontrou desmaiado. Chamou a emergência, salvando sua vida.
Lindo, Missy!!!
sábado, 7 de agosto de 2010
Filó: não estou só nessa história de ser conquistada pelos cães. Leiam esta crônica deliciosa escrita pela Marcela Buscato, jornalista da revista Época, publicada no Blog 7X7
Eu sempre achei rí-dí-cu-la essa história de tratar cachorro como gente. De chamar de “bebê” e falar “vem com a mamãe”. E cachorro dentro de casa, então? Aquele monte de pelo caindo por tudo, uma falta de higiene total. E olha que eu sempre gostei do bicho. Mas é que, se a gente para e pensa, cachorro dentro de casa não é muito higiênico mesmo. E ninguém é mãe de cachorro, certo? Certo até ele aparecer.
Faz uns oito anos. Na porta de casa, com alguns meses de idade, magrelo de mostrar as costelas, pulando na gente para brincar. Suportei por alguns dias, até ele aparecer mancando. Tinha sido atropelado. Assim já é demais! Rumei para o veterinário. Eu com a criatura no banco de trás do carro. O namorado dirigindo. Mas foram só alguns quarteirões nessa situação. Assim que o bicho começou a querer intimidades – pular no colo, lamber a cara – eu providenciei uma troca de postos. Paramos no meio da rua, eu assumi a direção e o namorado o bicho peludo e cheio de pulgas. Juro que dava para vê-las andando na barriga dele (do cachorro, não do namorado). O veterinário fez a atadura e voltamos para casa. Mas ele vai ficar aí, no meio da rua? E se chover? Não pode molhar a faixa. Põe ele para dentro do portão. É só até tirar a atadura, é por uma semana. Claaaaro!!! O bicho entrou e nunca mais saiu.
Ganhou nome: Thor. Uma bolinha de borracha colorida, um pote para água, outro para a ração. Até casa própria, com telhadinho pintado de azul porque ele é menino. Custou quase um salário inteiro, um dos primeiros que eu ganhei como estagiária na faculdade. Se os bens materiais do cachorro podiam ser contados nos dedos das patas, o carinho que a criatura ganhou não dá para dimensionar. É Thor, né? Mas também atende por Totó, Tots, Baby, Bebê, Bê, Nenê, Nêne (pronunciado assim mesmo), Neno, Nenucho, Chuchu, Churux. Abro a geladeira na hora do almoço e grito com a cara enfiada lá dentro:
- Mãe, onde está o chuchu?
- Sei lá, deve estar enfiado debaixo da cama.
- Não, mãe. O chuchu de verdade, não o cachorro.
Juro.
O cachorro, coitado, não entende a maluquice do monte de apelidos. O que ele entende mesmo é o tom da voz, que é invariavelmente assim: “nhê-nhê-nhê”. Para quem achava o cúmulo chamar cachorro de “Bebê”, estou bem. Já temo pelas minhas cordas vocais. Posso adquirir um calo de tanto forçar a voz nesse ta-ti-bi-ta-ti cachorrífico?
Pelo menos, escapei de virar mãe de cachorro. Porque quem virou foi a minha mãe. “Vem cá que a mamãe dá papa para você”. Ah, sim, porque o bicho não come sozinho, minha gente. Late, bate na vasilha até que alguém venha dar ração para ele. DE GRÃO EM GRÃO! Tem um sapo de pelúcia (que ele roubou de mim, presente de uma amiga querida). Recebe o brinquedo todas as noites, depois do biscoito, “para fazer nana”. No inverno, veste o “pijaminha”. Xadrez ou estampado com leõezinhos.
A casinha de teto azul jaz em algum canto do quintal. Porque ele se mudou de sapo, paninho e osso para dentro de casa. Fui viajar para a Finlândia. Abro a mala, visto aquele casaco que eu nunca uso no Brasil e vou conhecer a cidade. No espelho do elevador, eu vejo: tem pelo de Thor até na Finlândia! Agora, nessas noites frias, ele decidiu que a minha cama é um lugar bem aconchegante para dormir. Enquanto estou lendo um livro, até deixo ele deitado no pé. “Ah, daqui a pouco ele desce”. Canso do livro, apago a luz, tento esticar a perna. Nada da criatura se mexer. Empurro ele com as pernas para fora da cama. Parece uma pedra. Acendo a luz. Está respirando. Empurro de novo. Nada. Me vejo às 2 da manhã, tentando convencer o cachorro a dar o MEU lugar na MINHA cama. “Thor, é um, é dois, é três: desce!”, “Aqui ô, no tapetinho, fofinho, quentinho, olha que gostoso”. Incomodado porque eu estava atrapalhando o sono dele, o cachorro resolve descer da cama. E eu fico com o coração apertado. Onde é que isso vai parar?
PS: Filó, não siga o exemplo do Thor: na minha caminha, não!
Eu sempre achei rí-dí-cu-la essa história de tratar cachorro como gente. De chamar de “bebê” e falar “vem com a mamãe”. E cachorro dentro de casa, então? Aquele monte de pelo caindo por tudo, uma falta de higiene total. E olha que eu sempre gostei do bicho. Mas é que, se a gente para e pensa, cachorro dentro de casa não é muito higiênico mesmo. E ninguém é mãe de cachorro, certo? Certo até ele aparecer.
Faz uns oito anos. Na porta de casa, com alguns meses de idade, magrelo de mostrar as costelas, pulando na gente para brincar. Suportei por alguns dias, até ele aparecer mancando. Tinha sido atropelado. Assim já é demais! Rumei para o veterinário. Eu com a criatura no banco de trás do carro. O namorado dirigindo. Mas foram só alguns quarteirões nessa situação. Assim que o bicho começou a querer intimidades – pular no colo, lamber a cara – eu providenciei uma troca de postos. Paramos no meio da rua, eu assumi a direção e o namorado o bicho peludo e cheio de pulgas. Juro que dava para vê-las andando na barriga dele (do cachorro, não do namorado). O veterinário fez a atadura e voltamos para casa. Mas ele vai ficar aí, no meio da rua? E se chover? Não pode molhar a faixa. Põe ele para dentro do portão. É só até tirar a atadura, é por uma semana. Claaaaro!!! O bicho entrou e nunca mais saiu.
Ganhou nome: Thor. Uma bolinha de borracha colorida, um pote para água, outro para a ração. Até casa própria, com telhadinho pintado de azul porque ele é menino. Custou quase um salário inteiro, um dos primeiros que eu ganhei como estagiária na faculdade. Se os bens materiais do cachorro podiam ser contados nos dedos das patas, o carinho que a criatura ganhou não dá para dimensionar. É Thor, né? Mas também atende por Totó, Tots, Baby, Bebê, Bê, Nenê, Nêne (pronunciado assim mesmo), Neno, Nenucho, Chuchu, Churux. Abro a geladeira na hora do almoço e grito com a cara enfiada lá dentro:
- Mãe, onde está o chuchu?
- Sei lá, deve estar enfiado debaixo da cama.
- Não, mãe. O chuchu de verdade, não o cachorro.
Juro.
O cachorro, coitado, não entende a maluquice do monte de apelidos. O que ele entende mesmo é o tom da voz, que é invariavelmente assim: “nhê-nhê-nhê”. Para quem achava o cúmulo chamar cachorro de “Bebê”, estou bem. Já temo pelas minhas cordas vocais. Posso adquirir um calo de tanto forçar a voz nesse ta-ti-bi-ta-ti cachorrífico?
Pelo menos, escapei de virar mãe de cachorro. Porque quem virou foi a minha mãe. “Vem cá que a mamãe dá papa para você”. Ah, sim, porque o bicho não come sozinho, minha gente. Late, bate na vasilha até que alguém venha dar ração para ele. DE GRÃO EM GRÃO! Tem um sapo de pelúcia (que ele roubou de mim, presente de uma amiga querida). Recebe o brinquedo todas as noites, depois do biscoito, “para fazer nana”. No inverno, veste o “pijaminha”. Xadrez ou estampado com leõezinhos.
A casinha de teto azul jaz em algum canto do quintal. Porque ele se mudou de sapo, paninho e osso para dentro de casa. Fui viajar para a Finlândia. Abro a mala, visto aquele casaco que eu nunca uso no Brasil e vou conhecer a cidade. No espelho do elevador, eu vejo: tem pelo de Thor até na Finlândia! Agora, nessas noites frias, ele decidiu que a minha cama é um lugar bem aconchegante para dormir. Enquanto estou lendo um livro, até deixo ele deitado no pé. “Ah, daqui a pouco ele desce”. Canso do livro, apago a luz, tento esticar a perna. Nada da criatura se mexer. Empurro ele com as pernas para fora da cama. Parece uma pedra. Acendo a luz. Está respirando. Empurro de novo. Nada. Me vejo às 2 da manhã, tentando convencer o cachorro a dar o MEU lugar na MINHA cama. “Thor, é um, é dois, é três: desce!”, “Aqui ô, no tapetinho, fofinho, quentinho, olha que gostoso”. Incomodado porque eu estava atrapalhando o sono dele, o cachorro resolve descer da cama. E eu fico com o coração apertado. Onde é que isso vai parar?
PS: Filó, não siga o exemplo do Thor: na minha caminha, não!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Cães, melhor não tê-los. Mas, se não tê-los, como sabê-lo?
Filó:
Coloquei este artigo no seu blog, pois venho mudando minha visão sobre os cães paulatinamente. Sempre fui alérgica, asmática de carteirinha. Ao crescer, escolhi a medicina como carreira e a Alergia como especialidade. Não podia ser pior: alergista e asmática: como poderia gostar de cães?
Na verdade, não gostava nem desgostava: apenas ignorava, considerava os cães como cidadãos de segunda classe, desnecessários e sem a menor importância.
Mas a Denise, ao trazer Filó, mudou minha visão: cães são o próprio carinho ambulante, o amor desinteressado e vivo, sempre pronto a te dar, sem nada cobrar. E, quando assustei, já estava plenamente conquistada. Hoje, não consigo ver um "olhinho pedinte"...
Por isso, me sinto plena para publicar este texto:

Um levantamento realizado pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) reuniu uma série de estudos que comprovam a convivência com cães é benéfica para saúde dos bebês. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, crianças que têm cachorro estão menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. A pesquisadora afirma que certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas aos 4 anos de idade e aos 6 a 7 anos devido à redução da imunoglubina E – um anticorpo que quando em alta concentração, sugere um processo alérgico”, disse.
Mesmo sem saber deste estudo, a professora Anarrúbia Alves Amaral Silva Oliveira, grávida de 7 meses, vai manter as poodles Fadinha e Belinha perto da filha. “Minhas cadelas são vacinas, vermifugadas e não vejo por que mudar a rotina da minha casa com a chegada da Valentina”, disse. A professora afirma que foi criada cercada por bichos e nunca teve problemas de saúde. “Faço questão que minha filha conviva com animais para adquirir resistência. A Belinha entra no quarto do bebê, deita embaixo do berço e não vou proibi-la de fazer isso”, afirmou.
Casais com filhos pequenos preferem não ter animais. Apesar de vários estudos comprovarem os benefícios de ter um animal de estimação, uma pesquisa realizada pelo Radar Pet mostra a resistência dos casais que possuem filhos pequenos adquirirem um cão ou gato: 44% que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de casais com filhos de até 9 anos. A empresária Paula Magnino e o marido não fazem parte dessa estatística. Os filhos: Rafaela, 5 anos, Rave, 7 meses, convivem com animais de estimação desde que nasceram. A família tem hoje as vira-latas Nega e Loirinha juntamente com as crianças. “Meus filhos sempre conviveram com cães e gatos. Eles nunca tiveram alergia e dificilmente adoecem. O Rave não sabe o que é antibiótico e a Rafaela só tomou remédio aos 4 anos”, disse Paula Magnino. A empresária afirma que a maioria dos pediatras não aprova a convivência das crianças com os animais. Ela só vê benefícios. “A convivência com os cães deixa meus filhos mais alegres e expressivos. A Rafaela me ajuda alimentar as cadelas e está sempre atenta com a saúde delas”, disse.
A pesquisadora Carine Savalli Redígolo afirma que um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, disse.
Imunoglobulina A, sistema imunológico, anticorpo presente nas mucosas ... Um monte de palavras humanas para descrever o sentimento de amor e fidelidade canina que não precisa de palavras para ser descrito. Deixa pra lá...
É isso aí, Filó! Continue sendo o que você sempre foi: uma cachorrinha carinhosa, amiga e independente das palavras humanas!
Coloquei este artigo no seu blog, pois venho mudando minha visão sobre os cães paulatinamente. Sempre fui alérgica, asmática de carteirinha. Ao crescer, escolhi a medicina como carreira e a Alergia como especialidade. Não podia ser pior: alergista e asmática: como poderia gostar de cães?
Na verdade, não gostava nem desgostava: apenas ignorava, considerava os cães como cidadãos de segunda classe, desnecessários e sem a menor importância.
Mas a Denise, ao trazer Filó, mudou minha visão: cães são o próprio carinho ambulante, o amor desinteressado e vivo, sempre pronto a te dar, sem nada cobrar. E, quando assustei, já estava plenamente conquistada. Hoje, não consigo ver um "olhinho pedinte"...
Por isso, me sinto plena para publicar este texto:

Um levantamento realizado pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) reuniu uma série de estudos que comprovam a convivência com cães é benéfica para saúde dos bebês. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, crianças que têm cachorro estão menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. A pesquisadora afirma que certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas aos 4 anos de idade e aos 6 a 7 anos devido à redução da imunoglubina E – um anticorpo que quando em alta concentração, sugere um processo alérgico”, disse.
Mesmo sem saber deste estudo, a professora Anarrúbia Alves Amaral Silva Oliveira, grávida de 7 meses, vai manter as poodles Fadinha e Belinha perto da filha. “Minhas cadelas são vacinas, vermifugadas e não vejo por que mudar a rotina da minha casa com a chegada da Valentina”, disse. A professora afirma que foi criada cercada por bichos e nunca teve problemas de saúde. “Faço questão que minha filha conviva com animais para adquirir resistência. A Belinha entra no quarto do bebê, deita embaixo do berço e não vou proibi-la de fazer isso”, afirmou.
Casais com filhos pequenos preferem não ter animais. Apesar de vários estudos comprovarem os benefícios de ter um animal de estimação, uma pesquisa realizada pelo Radar Pet mostra a resistência dos casais que possuem filhos pequenos adquirirem um cão ou gato: 44% que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de casais com filhos de até 9 anos. A empresária Paula Magnino e o marido não fazem parte dessa estatística. Os filhos: Rafaela, 5 anos, Rave, 7 meses, convivem com animais de estimação desde que nasceram. A família tem hoje as vira-latas Nega e Loirinha juntamente com as crianças. “Meus filhos sempre conviveram com cães e gatos. Eles nunca tiveram alergia e dificilmente adoecem. O Rave não sabe o que é antibiótico e a Rafaela só tomou remédio aos 4 anos”, disse Paula Magnino. A empresária afirma que a maioria dos pediatras não aprova a convivência das crianças com os animais. Ela só vê benefícios. “A convivência com os cães deixa meus filhos mais alegres e expressivos. A Rafaela me ajuda alimentar as cadelas e está sempre atenta com a saúde delas”, disse.
A pesquisadora Carine Savalli Redígolo afirma que um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, disse.
Imunoglobulina A, sistema imunológico, anticorpo presente nas mucosas ... Um monte de palavras humanas para descrever o sentimento de amor e fidelidade canina que não precisa de palavras para ser descrito. Deixa pra lá...
É isso aí, Filó! Continue sendo o que você sempre foi: uma cachorrinha carinhosa, amiga e independente das palavras humanas!
domingo, 25 de julho de 2010
Colete salva vidas canino
Nem todo cachorro sabe nadar.
Que tal usar um colete salva vidas?
O objetivo deste traje é manter os cães a salvo, caso caiam na água. Mas é um pouco estranho, não acham? Dizem seus criadores que é totalmente à prova de capotagem, ou seja, é totalmente estabilizado lateralmente. O precito? Uns 100 dólares.
Será que você aceitaria este modelito, Filó?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Brasil X Holanda - Copa 2010
Brasil inicia o jogo contra a Holanda na Copa do Mundo - quartas de final - ansiedade geral. O jogo é tenso: logo no início, Brasil faz 1X0. Felicidade é pouco! Deu um gostinho de vitória!
Mas, o jogo continua. No segundo tempo, Holanda marca 1X1. Mas, ainda resta uma esperança. E, no final, que decepção: O Brasil volta para casa.
Filó assistiu tudo atentamente.
Esqueceu até o seu medo das vuvuzelas.
É a sua primeira Copa do Mundo.
Até 2014, Filó!
Ohhh! Não foi desta vez...
Que peninha!
Até 2014, Filó!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Filó e Loirinho
Em casa, o ritual é garantido:
Alguém se dirige para a cozinha...orelhas em pé.
Se o barulho é de panelas e talheres... corpo em riste.
Mas, se tem cheiro de comida, nossa!
É uma corrida desabalada, em frações de segundos,
Alguém se dirige para a cozinha...orelhas em pé.
Se o barulho é de panelas e talheres... corpo em riste.
Mas, se tem cheiro de comida, nossa!
É uma corrida desabalada, em frações de segundos,
Filó está a postos!
Roda, encara, funga. E vai um elogio: não late. Mas, não sossega enquanto a mesa não é posta e todos sentam para a refeição. Aí é só alegria, correndo de um lado pra outro, abocanhando todo e qualquer tipo de comida. Nessa hora eu juro que os cães sabem sorir e têm expressão de felicidade.
Dizem que cachorros não fazem gula. Tem certeza, Filó? A minha impressão é que enquanto houver comida, haverá apetite e disposição para comer.
E ao final, quando alguém diz:
- "Bou, Filó"
Fica desconfiada, quer conferir se a comida acabou mesmo.
Mas, porque estou falando nisso? Porque hoje saiu na "Voz da Serra" esta notícia:
"O cão comunitário Loirinho está em busca de um novo lar. Ele vive há seis anos na esquina das ruas Augusto Cardoso com José Eugênio Müller, contando sempre com a proteção de algumas pessoas, que cuidam de sua saúde e higiene. Mas, segundo protetores do animal, algumas pessoas têm reclamado do cão na rua e por isso estão empenhados para que ele seja adotado."
E hoje descobri que ele é o Loirinho.
Confesso que deu uma pontinha de vontade de adotá-lo.
domingo, 20 de junho de 2010
Cão torcedor
Cada jogo do Brasil na Copa do Mundo pode significar uma tortura para os amigos peludos e seus donos. O kit torcedor (vuvuzelas, apitos, fogos de artifício) agrada aos humanos, que vibram a cada vitória da seleção brasileira com seus apetrechos. Porém, no mundo animal a história pode ser bem diferente.
Durante a estreia do Brasil, no jogo contra a Coreia do Norte, a diretora de arte da Criativa, Cristina Naumovs, precisou deixar a redação para cuidar da Gilda, sua dachshund medrosa. “Uma vez cheguei à minha casa e ela estava presa no vidro da janela, acabou levando 50 pontos”, conta Cristina.
Gilda, a dachshund da Cris esconde-se dos fogos embaixo do edredom
Segundo Daniel Svevo, veterinário, especialista em comportamento animal e consultor da organização Cão Cidadão, os animais têm medo de barulho naturalmente, uns mais, outros menos. “É uma questão evolutiva. Foram selecionados cães mais medrosos, pois esses teriam mais chances de sobreviver e procriar do que os corajosos”, explica.
Neste domingo, dia 20, a seleção brasileira entra em campo novamente e alguns cuidados podem ser essenciais para o bem estar do seu bichinho. Para amenizar o sofrimento deles, o bicharada ouviu especialistas e separou as melhores dicas para você.
Prevenir o medo
Se você tem um cão ou gato ainda filhote, com três ou quatro meses, não o conforte em situações de barulho. O ideal é brincar com bolinha ou distrair o pet durante o ruído. Mantenha uma atividade prazerosa com o cão, como brincadeiras, e gradualmente exponha-o a estímulos barulhentos.
Tratar o medo
Segundo os especialistas, é possível tratar o trauma do animal mesmo quando adulto, porém o processo é mais demorado que a prevenção e deverá ser feito com a ajuda de um profissional. “Usamos um CD com sons de fogos, com o som bem baixo e mantemos uma atividade prazerosa com o animal, pode ser uma brincadeira com a bolinha ou petiscos. Aumentamos o som gradualmente para ele ir se acostumando”, explica Svevo.
Sete medidas paliativas
1. Solte a coleira: não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões.
2. Deixe-o num local tranquilo. Se precisar isolar seu pet, deixe-o fechado em um local sem vidro e seguro. Com medo, muitos animais atravessam a vidraça e acabam se ferindo gravemente.
3. Acalme-o. Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Converse com seu veterinário, pois é ele quem dirá a dose certa e o medicamento correto.
4. Algodão no ouvido. Em casos extremos, alguns veterinários indicam colocar um chumaço de algodão nos ouvidos do animal, porém alguns pet podem estranhar também essa situação.
5. Cuidado com as fugas. Não deixei portas e janelas abertas, cães e gatos podem tentar fugir para a rua com receio dos fogos.
6. Televisão ou rádio ligado. Para trazer conforto ao animal, você pode colocá-lo em um local seguro, com a luz acesa e a televisão ou rádio ligado (não muito alto) para abafar o som dos rojões.
7. Sem vizinhança. Uma solução, principalmente para quem tem em casa um animal com fobia grave a barulhos, é afastar completamente o bicho, deixando-o em locais protegidos, como hotel longe da cidade e sem vizinhança.
Fontes consultadas:
Daniel Svevo, especialista em comportamento animal/consultor "Cão Cidadão"
Rosirene Pereira Linares Rodrigues, médica veterinária em Campinas
Aldo Macellaro Jr, médico veterinário, responsável pelo Clube de Cãompo, Itu
Durante a estreia do Brasil, no jogo contra a Coreia do Norte, a diretora de arte da Criativa, Cristina Naumovs, precisou deixar a redação para cuidar da Gilda, sua dachshund medrosa. “Uma vez cheguei à minha casa e ela estava presa no vidro da janela, acabou levando 50 pontos”, conta Cristina.
Gilda, a dachshund da Cris esconde-se dos fogos embaixo do edredom
Segundo Daniel Svevo, veterinário, especialista em comportamento animal e consultor da organização Cão Cidadão, os animais têm medo de barulho naturalmente, uns mais, outros menos. “É uma questão evolutiva. Foram selecionados cães mais medrosos, pois esses teriam mais chances de sobreviver e procriar do que os corajosos”, explica.
Neste domingo, dia 20, a seleção brasileira entra em campo novamente e alguns cuidados podem ser essenciais para o bem estar do seu bichinho. Para amenizar o sofrimento deles, o bicharada ouviu especialistas e separou as melhores dicas para você.
Prevenir o medo
Se você tem um cão ou gato ainda filhote, com três ou quatro meses, não o conforte em situações de barulho. O ideal é brincar com bolinha ou distrair o pet durante o ruído. Mantenha uma atividade prazerosa com o cão, como brincadeiras, e gradualmente exponha-o a estímulos barulhentos.
Tratar o medo
Segundo os especialistas, é possível tratar o trauma do animal mesmo quando adulto, porém o processo é mais demorado que a prevenção e deverá ser feito com a ajuda de um profissional. “Usamos um CD com sons de fogos, com o som bem baixo e mantemos uma atividade prazerosa com o animal, pode ser uma brincadeira com a bolinha ou petiscos. Aumentamos o som gradualmente para ele ir se acostumando”, explica Svevo.
Sete medidas paliativas
1. Solte a coleira: não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões.
2. Deixe-o num local tranquilo. Se precisar isolar seu pet, deixe-o fechado em um local sem vidro e seguro. Com medo, muitos animais atravessam a vidraça e acabam se ferindo gravemente.
3. Acalme-o. Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Converse com seu veterinário, pois é ele quem dirá a dose certa e o medicamento correto.
4. Algodão no ouvido. Em casos extremos, alguns veterinários indicam colocar um chumaço de algodão nos ouvidos do animal, porém alguns pet podem estranhar também essa situação.
5. Cuidado com as fugas. Não deixei portas e janelas abertas, cães e gatos podem tentar fugir para a rua com receio dos fogos.
6. Televisão ou rádio ligado. Para trazer conforto ao animal, você pode colocá-lo em um local seguro, com a luz acesa e a televisão ou rádio ligado (não muito alto) para abafar o som dos rojões.
7. Sem vizinhança. Uma solução, principalmente para quem tem em casa um animal com fobia grave a barulhos, é afastar completamente o bicho, deixando-o em locais protegidos, como hotel longe da cidade e sem vizinhança.
Fontes consultadas:
Daniel Svevo, especialista em comportamento animal/consultor "Cão Cidadão"
Rosirene Pereira Linares Rodrigues, médica veterinária em Campinas
Aldo Macellaro Jr, médico veterinário, responsável pelo Clube de Cãompo, Itu
Brasil!!!!!
Gente, não dá pra fazer uma comemoração menos barulhenta?
Filó estava feliz, afinal de contas a casa estava cheia, todos alegres, comemorando sei lá o que, em torno da TV. Não fazia diferença para ela, que se importava mesmo é com a presença animada da turma.
Mas, de repente, começou:
GRITOS...
(que é isso?)
PALMAS ...
(opa, e agora?)
E, de repente, todos pulam e gritam em uníssono:
GOOOOOLLL
( aí complicou: fogos, e... a temida vuvuzela)
Foi demais. Filó correu, procurando abrigo no quarto, assustada.
Ah! Ainda bem que meu vovô não gosta dessa bagunça. E se ajeitou juntinho dele, sentindo a segurança do colo amigo.
Filó estava feliz, afinal de contas a casa estava cheia, todos alegres, comemorando sei lá o que, em torno da TV. Não fazia diferença para ela, que se importava mesmo é com a presença animada da turma.
Mas, de repente, começou:
GRITOS...
(que é isso?)
PALMAS ...
(opa, e agora?)
E, de repente, todos pulam e gritam em uníssono:
GOOOOOLLL
( aí complicou: fogos, e... a temida vuvuzela)
Foi demais. Filó correu, procurando abrigo no quarto, assustada.
Ah! Ainda bem que meu vovô não gosta dessa bagunça. E se ajeitou juntinho dele, sentindo a segurança do colo amigo.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Solidariedade canina
Esta cachorrinha tem catarata e enxerga apenas sombras. Seu melhor amigo, um pastor alemão, entendeu sua situação e espontaneamente se tornou seu protetor, guiando nos passeios e mantendo os cães mais violentos longe dela.
sábado, 29 de maio de 2010
Coceira ... como?
Filó foi visitar a veterinária pois estava se coçando muito.
A coceira começou nos últimos dias. E logo pensamos: será que está com pulgas? É difícil verificar com seu pelo negro, mas fizemos uma inspeção cuidadosa.
E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o problema da Filó é...uma coceira neurogênica. Ou, em bom português, uma coceira psicológica! E aí, está criado o círculo vicioso: Quanto mais coça, mais coceira sente...
A veterinária explicou: é como roer unhas, pode se tornar um hábito e precisa ser tratado, para evitar que a coçadura repetida provoque uma irritação.
A coceira começou nos últimos dias. E logo pensamos: será que está com pulgas? É difícil verificar com seu pelo negro, mas fizemos uma inspeção cuidadosa.
E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o problema da Filó é...uma coceira neurogênica. Ou, em bom português, uma coceira psicológica! E aí, está criado o círculo vicioso: Quanto mais coça, mais coceira sente...
A veterinária explicou: é como roer unhas, pode se tornar um hábito e precisa ser tratado, para evitar que a coçadura repetida provoque uma irritação.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Vira latas
Mas não é isso mesmo o que eu sou ? Afinal, perdi meu meu destino, viço e graça. A alegria ficou no passado. Minhas dores já nem doem tanto assim...
Lentamente cruzo a praça, sem pressa e sem rumo. Não importa se chove, não faz mal se está frio. Se tenho fome ou sono, me viro por aí.
Meu dia a dia é na rua, sem esbarrar em ninguém, silencioso e transparente como uma sombra. Furtivo e leve como uma brisa...
Foto: Carlos Emerson Jr.
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